Sábado, Dezembro 31, 2005
Esqueça as Regras e Comente:
FELIZ 2006.
posted by PARRIOT PB |
4:17 PM
Terça-feira, Dezembro 20, 2005
Esqueça as Regras e Comente:
Neste último post do ano gostaria de agradecer imensamente a todos aqueles que acessaram ao Forget the Rules em 2005. Ao VL, meu amor, por permanecer junto de mim mesmo sendo eu esta pessoa tão complicada; ao Lucas, meu amigo, por sua amizade; ao Carl, que apareceu agora, mas que já o sinto como um grande parceiro; aos fiéis: Marcinha, Pablo e Rafaella (Rafa, sem você em 2005, nem sei o que seria do blog). Ao Garland, por ter me ensinado a colocar música no blog (Santa Ignorância Batman!).A todos que contribuíram para a Retrospectiva: Lili (você é tudo de bom), Adriano Carvalhais e Jeferson Neto, além dos já citados aí em cima.
Pela retrospectiva, os três primeiros: Rafaella, Lili e Pablo Diassi - receberão do blog em Janeiro um Cd com a Trilha Sonora 2005.
Que este 2006 seja um ano bom pra todos nós, repleto de realizações e alegrias. E sinceramente, a todos, espero que sigamos juntos, como amigos virtuais ou reais e como pessoas.
Um grande beijo a todos. Feliz Natal e próspero 2006.
PS1: Para quem ainda não leu a última Retrospectiva, pode seguir.
PS2: O blog entra de férias e retorna em Fevereiro. Para quem quiser, está no ar o Parriot 2004 através do endereço: www.parriot2004.blogger.com.br.
PS3: Para quem quiser acompanhar a letra da música que está tocando:
Rudolph The Red Nose Reindeer
Letra de Gene Autry
Versão cantada pelo mágico Harry Connick Jr.
Hey kids!
You know Dasher, and Dancer, and
Prancer, and Vixen,
Comet, and Cupid, and
Donner and Blitzen
But do you recall
The most famous reindeer of all
Rudolph, the red-nosed reindeer
had a very shiny nose
and if you ever saw it
you would even say it glows.
All of the other reindeer
used to laugh and call him names
They never let poor Rudolph
join in any reindeer games.
Then one foggy Christmas eve
Santa came to say:
"Rudolph with your nose so bright,
won't you guide my sleigh tonight?"
Then all the reindeer loved him
as they shouted out with glee,
Rudolph the red-nosed reindeer,
you'll go down in history!
posted by PARRIOT PB |
5:17 AM
Retrospectiva do dia:DAS MINHAS INQUIETAÇÕES
Há uma semana do Natal, começo a entrar naquele clima de final de ano, me permitindo ficar acordado até bem mais tarde, escrevendo e ouvindo música. Recomecei a escrever meu livro e parece que vai sair alguma coisa. Mesmo que não seja publicado, será um bom exercício para mim.
Hoje um amigo me disse que eu estava amargo demais para a idade que tenho, que eu devia ser um pouquinho menos inteligente (rs). Não posso negar que concordo com ele. Sinceramente, inteligência não é um dom tão precioso assim. E mais do que inteligente, eu sou febril.
Mas a verdade é que o tédio é meu maior inimigo. Tem gente que se dá bem com ele. Eu não. Eu sou inimigo mortal do tédio. Não é a questão da mobilidade, eu fico muito bem deitado na minha rede e lendo ou ouvindo uma música tranquilamente. Me mata é o trabalho sem amor.(Post: Hoje eu Quero Algo Diferente...Como Sempre - 01 de Novembro)
E talvez esta sensação de amargura que passei ao meu caro amigo tenha sido uma impressão sobre os meus últimos meses. Sabe o que é? É que to com quase 26 anos e tenho realizado tão pouco. E não quero ficar me lamentando, mas sim agir. Em Novembro fui obrigado a ouvir de uma amiga que eu não era apto para as coisas que estava planejando fazer e fui percebendo a forma com a que me vêem - alguns amigos. Acho que muita gente ainda não percebeu que eu deixei de ser adolescente há muito tempo.
Foi uma sensação estranha esta que me tomou hoje. Fiquei imaginando como seria um homem que de repente perdeu toda sua memória e não sabe o que é este lugar em que ele vive. Fiquei imaginando como seria ao acordar, olhar para o lado e não ter a menor idéia de que aquela é sua casa. Um homem. Qualquer homem. Ele olharia para os prédios, carros, pessoas gritando, buzinando, crianças, homens e mulheres sujos. Estupefação? Surpresa? Indiferença? O que ele sentiria ao certo? As cores... O que ele visse como azul seria realmente azul? Ou vermelho? Ou preto? Destituição de sentido. Acho que nós estamos destituídos de sentido. Significado...ou...significantes. Somos metáforas ou metonímias? Metáfora de que? (Post: Apto a quê? de 07 de Novembro).
Sabe quando é difícil acreditar na própria capacidade? Eu tenho muito disso e tenho certeza que vários outros também se sentem dessa forma. Mas apesar de tudo, crer em si mesmo é mais do que um exercício difícil, é um exercício de fé. Fé mesmo. Porque quem acredita, acredita porque viu, sentiu, percebeu. Quem tem fé, é porque tem fé. Não precisa ser comprovado daquilo. Tem fé e pronto.(Post: Crer em Si Mesmo é Exercício Difícil de 21 de Novembro)
Então me lembrei que devemos fazer algo que seja assustador, ao menos uma vez por dia. Fiz. Será? Não acho que comprar incensos com consultoria especializada seja algo realmente assustador. Assustador mesmo seria eu agarrar o primeiro cara gostoso que visse na rua e lascar-lhe um beijo na boca com uma cravada de mão em sua bunda... Mas eu certamente levaria um murro e correria o risco de perder o namorado. Eu perco a piada mas não perco o namorado.
E se eu for a piada? (Post: Muita Calma Nessa Hora 28 de Novembro).
Declaro encerrada a temporada de Retrospectivas.
Imagem
Foto tirada por Dan Keefer.
Para sermos mais ousados.
posted by PARRIOT PB |
4:54 AM
Domingo, Dezembro 18, 2005
Esqueça as Regras e Comente:
Retrospectiva do dia:LIBERDADE É BOM, DELICADEZA TAMBÉM.
O fim de 2005 está ainda mais próximo. E com ele a minha vida vai virando... Sinceramente, não tenho a menor idéia do que será 2006 pra mim. Tive a notícia de que em Janeiro precisarei arrumar outro lugar para morar e pra quem conhece taurinos, casa é muito importante. Afinal, somos de terra. Mas resolvi que vou relaxar e deixar as coisas se ajeitarem por si. Este ano foi de muita correria, muitas resoluções e só serviu para deixar minha cabecinha oca ainda mais confusa.
Hoje recebi o e-mail de uma professora da faculdade. Ela me chamou de "ararinha azul" pela sensibilidade e indignação. E eu respondi o quanto é angustiante me sentir uma "ararinha azul". Deixa estar.
Chegar a este período em que precisarei decidir o que fazer da minha vida no próximo ano me remete ao que eu estava sentindo (e que na verdade tenho sentido desde o início deste ano) no mês de Setembro quando disse: Eu andei pensando. E acho que por ter essa característica (pensar muito em diversas coisas ao mesmo tempo), eu passo essa impressão de ser desligado do mundo. E acredito que eu seja realmente desligado de diversas coisas.(...)Andei pensando em várias coisas. Entre elas de como o tempo passou rápido nos últimos 7 anos, desde que cheguei a BH. Tanta coisa se passou que daria realmente um livro (que eu mais cedo ou mais tarde tratarei de escrever ou de transformar em novela, ou talvez num sit com.(Post: Dedicado a Você de 18 de Setembro).
Acho que mais do que retrospectiva de 2005, estou fazendo um balanço desses últimos anos e verificando o resultado disso pra minha vida.
(...)eu sei que tenho sorte por viver perto de pessoas que são boas, almas boas. E isso me faz crer que também devo ser bom. E nesse ponto, a amizade é egoísta. Me sei através dos amigos que comigo convivem.(Post: Certas Noites Quentes de Primavera - 18 de Outubro)
Tenho essa necessidade de ser livre e um amigo, com quem eu não converso há um bom tempo, nem eu mesmo sei porque ele sumiu, sempre me falava dessa admiração por minha liberdade. Meu ex-namorado L. também. As pessoas reconhecem essa "ararinha azul" em mim, eu também a reconheço às vezes, mas sinto medo dela. É como um Harry Potter que sente medo de suas essências. Gosto da liberdade, mas ela me assusta porque delicadeza também é importante. E geralmente quem é muito livre tem pouca delicadeza com quem está ao seu redor e eu acho isso de um tremendo mal gosto.
Tenho fé na possibilidade de as pessoas se tornarem livres, não apenas pra fazer o que quiserem, mas para viver. Pra que cada um toque seus projetos com mais liberdade. Que cada um tenha liberdade para sonhar e tentar realizar estes sonhos.
Ontem eu fiquei pensando no Ney Matogrosso. Sei lá, às vezes acho que gostaria de ser como ele. Assim mesmo, solto. Claro que não tem nada a ver porque eu não sou assim. Mas acho que é muito mais pela atitude de ser. Sinto a necessidade de ser aquilo que sonhei pra mim. De realizar aquilo que sonhei pra mim. Tem dias que eu acho que está tão perto de se tornar real. Tem outros dias que eu acho que está longe. Tem uns terceiros dias que eu acredito que é impossível.
Mas dizem que ninguém foge do destino, este trem que nos transporta. Mas sinto que faz parte da minha missão na Terra. E sinto que enquanto eu não me libertar e viver da arte que quero viver, não poderei ser feliz. Tenho ambições. E estas ninguém me tira.
(Post: O Mundo Anda Tão Complicado de 30 de Outubro).
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8:06 PM
Sexta-feira, Dezembro 16, 2005
Esqueça as Regras e Comente:
Contribuição do dia:RETRÔ 2005...por MARCINHA
Ao ser convidada para colocar algo nesse blog, que representasse 2005, fiquei feliz... E nada melhor que a palavra escrita para "mostrar" pensamentos e momentos...
Bem... Acho que se colocar na balança, o ano de 2005 foi bem chatinho... Consegui realizar um sonho que foi a colocação das próteses de silicone nos seios... Mas quanto eu tive que renunciar em termos materiais pra que isso acontecesse...
A impressão que ficou desse ano foi exatamente essa... muito esforço pra chegar ao meio termo... muito esforço pra equilibrar finanças... muito esforço pra fazer o lado sentimental funcionar... Enfim... foi um ano de esforços, de trabalho, de decepções e algumas compensações...
Espero sinceramente que tudo isso tenha representado plantio, para que mais tarde eu possa colher os frutos, assim como aconteceu com as próteses...
Não foi um ano fácil, sentimentalmente... Tive que amortecer um amor na marra e criar um outro relacionamento com concessões, dicutindo muitos pontos, chegando a um denominador comum... A paixão em relação a uma pessoa se foi e eu tive que criar algo, com outra, a partir de um sentimento mais calmo... que tem funcionado de uma forma legal...
Com relação à amizade foi um ano meio solitário... Amigos distantes.... Acho que por falta de tempo de ambas as partes...
O trabalho foi o pior de todos os setores... Não que eu tenha mudado de emprego... mas mudei de departamento... Passei por um primeiro departamento onde as coisas estavam ruins... e acabei optando por trocar para um outro onde ficaram piores ainda...
Acho que se eu tivesse dois pratos na balança do ano de 2005... no lado bom pesou mais o meu relacionamento com Li (meu namorado) e no lado ruim pesou mais meu trabalho... Mas... no todo... foi um ano de poucas realizações e muito estresse emocional... Espero sinceramente que os bons ventos de 2006 soprem na minha vida... E acho que isso vai acontecer... pois agora mais no finalzinho desse ano é que as coisas estão clareando e criando boas expectativas...
Que venha 2006!!!
Marcinha é funcionária pública e uma mulher de verdade
Resposta deste blogueiro:
Lembro-me como se fosse hoje da primeira vez em que eu e Marcinha nos comunicamos, graças ao blog do Garland (sumido ingrato). Ela me possibilitou quebrar um preconceito imenso que eu possuía. Acho que sou muito chatinho e retrô, querida Marcinha, que você possa me perdoar por isso. Aprendi com ela a força que existe em um desejo, a determinação e acho que deveria me espelhar nisso.
Ah Marcinha! Você me falou dos sonhos, planos B's. É óbvio que eu tenho alguns. Sou psicólogo, gosto da vida acadêmica. Mas quando eu falei do teatro, estava falando de ser feliz com algo. Existe uma diferença entre fazer o que gosta e gostar do que faz, não é verdade? Quanto ao seu sonho, parou de tentar por quê? Atrás do samba (licença poética para "verde e rosa´") só não vai quem já morreu.
Um beijo e até.
posted by PARRIOT PB |
4:24 PM
Quinta-feira, Dezembro 15, 2005
Esqueça as Regras e Comente:
Retrospectiva do dia:OS VELHOS INCÊNDIOS DO MEU CORAÇÃO.
Realmente, ao rever o que escrevi no blog neste 2005, percebi que foi um ano de grande angústia pra mim. Não acredito que tenha sido mais angustiante do que os outros anos, mas é deste que estou falando.
Incertezas, desejos, vontades, necessidades (para parafrasear Arnaldo Antunes). Como no post Os Incêndios do Meu Coração de 16 de Julho:
(...)não consigo apagar um incêndio específico: o meu.
Acho que porque descobri que não estou fazendo ainda o que quero fazer e porque estou perdido sobre qual o caminho que devo começar a trilhar. Tenho sonhos mas a cada dia eles parecem distantes porque eu me sinto dia após dia mais incapaz de realizá-los. "Somebody save me".
Também disse: Ando refletindo, esclarecendo na minha cabeça o que realmente quero pra mim nesse sentido e por mais que eu remexa, acabo caindo num único ponto: se eu não trabalhar com teatro, qualquer trabalho que eu faça será sem amor. no post Por Onde Andou Esta Semana? Sumir? Não Pode. Acredita que gripei tb? Beijos!!! de 24 de Julho.
Na ocasião, eu havia assistido ao filme Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças e hoje minha cabeça dói. Ontem assisti ao belíssimo Billy Elliot e me senti um idiota por permitir que outras pessoas digam o que eu devo ou não fazer. Me senti um idiota por ser covarde o bastante para permitir que minha vida corra o risco de se tornar apenas mais uma dentre as que são perdidas. Nem posso cobrar respeito, pois em primeiro lugar eu deveria respeitar minhas intenções. E olha que o inferno está cheio delas.
E me apaixonam questões ardentes
Que nem consigo assim de repente
Expor $Cara - Marina e Antonio Cícero postado em 29/07.
Agosto pra mim seria um mês marcante. A começar por um episódio:
Outro dia estava no 17º andar de um prédio e fiquei observando pela janela as coisas que estavam acontecendo do lado de fora. De repente, vi um balão amarelo caindo da janela de um edifício em frente. Olhei aquele balão caindo e vi também uma moça indo até a janela para pegá-lo e vendo que não teria condições voltou para seus afazeres.
Será que viajo demais? Fiquei pensando naquele balão como a metáfora da nossa vida. Acho que muitas vezes deixamos as coisas escaparem por um simples descuido. Assim como a moça se descuidou do balão e ele se foi, a vida nos dá balões que vivemos a perder. - A Vida é um Balão - 07 de Agosto
Aconteceu algo comigo neste período e que sinceramente até hoje não consegui me reerguer. Foi um baque nas minhas relações profissionais, porque me senti resrespeitado e, acreditem, eu não perdoo desrespeito.
Na ocasião, eu disse: (...) algumas vezes tenho a sensação de que determinadas ações machucam mais do que uma palavra bem dita. Ou bendita. Me incomodam os não-ditos e as ações que promovem as entre-linhas mal ditas.
Assumo meu erro. O erro de confiar na possibilidade de mudar alguma coisa que minha intuição diz que eu não terei o poder. Assumo o erro de acreditar na minha capacidade de controlar o que não pode ser controlado. Assumo o erro de entregar minhas armas sem reservas. Assumo meu erro de confiar demais no respeito que acredito me ser devido e portanto, assumo o erro de não perceber que apesar de devido não me é dado.
Convivência é algo complexo, exige preparo, persistência e principalmente a consciência de que o conflito irá existir sempre nas relações. (...) Muitas vezes desrespeitamos sem perceber que estamos agindo de tal forma e por este motivo cabe a cada um refletir sobre as ações e se desculpar quando for a coisa certa se fazer.(...)Então acho que essa história do "doa a quem doer" é papo de gente covarde que não tem coragem respeitar... Porque sim, para se respeitar é preciso ter coragem. Para se respeitar é preciso ter paciência e cuidado. Post: Um Pouco de Respeito de 20 de Agosto.
Desculpem a enorme retrospectiva de hoje. Mas estou assim, um talento por pouco perdido. Como um som que não quer ser ouvido.
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Falando sobre balões...

posted by PARRIOT PB |
4:27 PM
Quarta-feira, Dezembro 14, 2005
Esqueça as Regras e Comente:
Contribuição do dia: 2005 por JEFERSON NETO
2005.
aí o fogo de artifício estoura no céu, mas não é pra ele que eu olho, é pra lua.
e assim começa o ano de 2005 pra mim, parece que a olhada pra lua enquanto todas as luzes me chamavam era um sinal do que tinha por vir, que eu não me deixaria levar pelo óbvio, mas sim seguir os caminhos que eu quisesse.
e assim se seguiu.
esse ano foi um ano em que eu tropecei e aprendi que tropeção não é sinônimo de queda, que a gente tropeça, cambaleia, mas pode se recuperar.. mesmo que demore.
aprendi também que ninguém é responsável por ninguém à força. que se a gente não tá feliz, o melhor a fazer é abrir a camisa, mostrar o superherói que tem em vc e encarar as consequencias da busca à felicidade.. que não são poucas, mas não são impossíveis.
é um ano de recuperação.. que vai desde à boa forma física, à recuperação de personalidade, de amigos, etc.
e um ano de busca daquilo que deixei pra trás por um tempo... o eu que eu tanto gosto.
2005 foi também de descobertas.. acabei por descobrir que essa minha agitação toda não é uma mera agitação, mas sim consequencia de uma coisa que se chama DDAH - Disturbio de atenção e hiperatividade. A moça lá me disse pra tomar um remédio de nome Ritalina pra me acalmar, mas eu preferi a minha Rita Lee mesmo, aquela que diz "pra pedir silencio eu berro e pra fazer barulho eu mesma faço"... preferi continuar suspendendo meus jardins da Babilônia por aí.
E foi o ano em que tive que virar gente grande.. veio o canudo e a chuva de prata.. me formei, e junto veio um monte de responsabilidade, crise de identidade, depressão, mas tudo águas passadas.
aprendi a ser solteiro outra vez e descobri que nem sempre dá pra ser amigo de ex...
enfim... foi um ano, que ainda não acabou, de coisas positivas.. aprendizados.
dessa vez não fiz nenhuma tatoo pra marcar os eventos.. nenhuma tatoo externa, todos os fatos ficaram gravados em minha alma, pra sempre.
e ainda temos alguns dias pra frente.. veremos o que acontecerá.
Jeferson Neto é advogado e um poeta - Seu blog: www.emcimadomuro.blogger.com.br
Resposta deste blogueiro para a Retrospectiva do Jeferson
Jeff, foi no susto, né? Você me pegou no pulo com ciúmes dos convidados e eu com meu jeito lesado de ser, nem atinei que iria receber esta contribuição tão mágica. Obrigado amigo. E como você mesmo disse há um tempão atrás: Saudade dói, viu?
Imagem
Contribuição do amigo Adriano Carvalhais - modelo e estudante de arquitetura.
Esta foto foi tirada dele por M. Cicala para a revista Piel Latina de Abril/05.
Resposta deste blogueiro para Adriano:
Dricos, precisa falar? Esta foto é tudo. E ser o primeiro amigo a recebê-la como você mesmo disse é um privilégio.
Acho que tem tudo a ver com a contribuição do Jeferson. Essa coisa de descobrir, se descobrir, se mostrar. Bonito isso, não? E nós não lemos em livro algum. Está aí em cima. Quase em cima do muro.
posted by PARRIOT PB |
5:30 PM
Terça-feira, Dezembro 13, 2005
Esqueça as Regras e Comente:
Retrospectiva do dia:25 ANOS, UM ANO DE NAMORO E UM CERTO JUNHO
Os meses de Maio e Junho foram turbulentos. Depois de um ano em um apartamento com meu irmão e uma amiga, finalmente consegui dar um jeito e morar sozinho. Coloquei na porta do meu armário no mês de Janeiro: "Morar sozinho em Junho/2005". Consegui, por incrível que pareça. Às vezes acredito que quando se deseja muito forte algo, o universo realmente conspira a nosso favor.
Como sempre acontece, meu inferno astral é antes, durante e depois o período do meu aniversário. E eu passei por uma crise neste ano. Completei 25 anos e comecei a me sentir inútil, fracassado. Comecei a questionar algumas coisas. Quer saber? Balela. Na verdade, eu questiono tudo, penso demais, como diz meu namorado. E escrevi no post: Registros à Meia Voz de 20 de maio:
Nem tudo o que quero ouso fazer. Acho que a vida é assim mesmo, um enorme cemitério de desejos enterrados.
Nem tudo o que ouso, tampouco escrevo. Às vezes me figuro nas minhas próprias linhas imaginárias tentando descobrir onde estou na verdade.
O teatro, como sempre, é algo constante nos meus questionamentos: Acho que faço teatro pra fazer o diferente ficar igual. Não igual de trivial, mas igual de normal. Eu sempre quis que as pessoas vissem as coisas pelos olhos que eu vejo. Eu poderia ser fotógrafo. Mas é ator que quero ser. Por quê? (Não quero desperdiçar a minha vida ou Indagações de por que eu faço teatro... - 21/05/05)
Em Maio fiz um ano de namoro. Continuamos juntos e espero que façamos dois anos. Conviver pra mim sempre foi algo difícil. Não fui acostumado a estar com alguém tanto tempo. As únicas pessoas com quem eu mantive relações foi com a minha família. Meu porto totalmente seguro. Intimidade é algo que me assusta, sinceramente. Não gosto de vizinhos. Tem uma hora que começa a incomodar.
E logo o meu porto seguro passou por uma grande turbulência no mês de Junho. Meu pai trabalhando fora, minha irmã e minha mãe brigadas. Minha irmã saiu de casa. Puxa! Foram tantas coisas. Então eram guerras íntimas, frias e declaradas: Meu pai de um lado, com saudades da família. Minha irmã com um namoro não aceito pela família convivendo com minha mãe. Eu em guerra comigo e com os outros ao meu redor. (Post: Um Certo Junho de 10 de junho).
Sim, em guerra comigo mesmo. Guerra constante.Principalmente contra a mesmice e a mediocridade. tenho aquela febre que deve ser da idade e que sinceramente não quero perder. Não quero perder porque sei que essa febre pode me conduzir por muitas coisas legais que ainda não vi e que ainda quero ver. Não quero me perder na rotina e na mesmice porque não é pra mim, não faz parte da minha natureza. Não é da minha natureza. Nao é e nem quero que seja. Acho que nos perdemos em nós mesmos e na nossa necessidade de comodidade. (Post: Eu ainda não calcei as sandálias da humildade de 15/06).
E nessa loucura toda que foram estes meses, tive vontade correr. Pra longe. Muito longe. Pra pensar, descansar e ler um livro.
Talvez na beira de uma praia deserta com um pastor alemão do meu lado. Então, me lembrei de uma passagem da minha vida.
Eu tinha sete anos. A família estava toda reunida com os amigos, comemorando a passagem do ano. Eu e meus amigos Rodrigo e Vivianne (dois irmãos nascidos no dia 07 de setembro - Dia da Independência) chegamos no pátio da casa cheia e cantamos juntos "Adeus Ano Velho, Feliz Ano Novo, que tudo se realize no ano que vai nascer, muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender". (Post: Um Certo Junho - 10/06).
Bons tempos aqueles. Que os novos bons tempos venham.
Imagem
The Tree of Life - Gustav Klimt - publicada em 20 de maio no post Registros à Meia Voz
posted by PARRIOT PB |
12:57 AM
Sexta-feira, Dezembro 09, 2005
Esqueça as Regras e Comente:
Contribuição do dia: Retrospectiva 2005 por PABLO DIASSI
2005 foi um ano que não teve 365 dias, mas sim 2005 dias. Tão extenuante e dolorido foi pra mim. No sobe e desce, no vai e vem das horas, enquanto se costura uma conversa frágil e cotidiana e se intercala riso e pranto nem vemos o ano passar. E então passam sentimentos que deveriam durar para sempre. Como o amor da sua vida. Mas como? Como?! Você não sabe. Nem eu. Mas pode acontecer de chegar sentimentos que vão ficar e permanecer até 2006. Que é quando você vai olhar pra trás, e não há nada demais nisso, e não vai acreditar em como você consegui viver todo esse tempo sem essa pessoa do seu lado. E tudo começou em 2005. Pode ser que nunca termine.
Começo aqui a listar algumas coisas marcantes.
2005! Eu nunca exercitei tanto minha militância. Foi bom para aprender a lidar com o cansaço. Com o cagaço. E o fracasso. Pessoas imperdíveis na piscina, ou vendo um filme bom, ou na sorveteria, ou no churrasco (eco!) e eu aqui, escrevendo. Não tem jeito: vou ser escritor. 2005 me provou mais que nunca isso. E isso foi muito marcante.
Todos que quiseram, e eu quis, aprenderam de vez o que é ser brasileiro. Que não se trata apenas de ter uma persona política. Ou bom caráter. É preciso curiosidade, atentividade e muito amor. Sentimento que foi posto a prova tantas vezes, mas permanece fiel. Intacto na sua essência. E mesmo os que tiveram esse amor ferido ainda podem curá-lo.
Todo ano é correria, é pressa, é decisão. 2005 eu tentei respirar mais. Conciliar meu lado de dentro com o que me cerca aqui fora. 2005 foi tentar me equilibrar, portanto. Foi ignorar a pressão do tempo, essa ilusão que conseguiu, as nossas custas, ser tão real. Não acreditem no tempo: ele esconde o que é eterno.
2005 eu tentei, em vão, entrar em forma. E todos sabem o quanto gordurinhas são marcantes! Tentei não mais cometer burradas. E só beber refrigerante diet. Ou não beber refrigerante mais... Tentei um novo corte de cabelo que, fala sério, deixa pra lá. Deixei tanta coisa pra lá. 2005 foi isso também. Realizar e perceber que nem tudo o que eu quero é pra mim. Nem todos também.
Esse ano, que na sua soma tem o número sete, que nem sei o que quer dizer na numerologia; me podou as asas. Me lançou de vez na minha própria estrada. Fiz 21 anos. E me fez acreditar, ainda faz na verdade, que 2006 vai ser melhor. Taí outra coisa marcante.
2005 foi o novo cd do Kid Abelha com canções que me marcaram muito. Foi aquele final de América...
2005 eu perdi o meu melhor amigo. E isso deixou marcas fundas.
2005 eu escrevi como bem quis! Exatamente como eu faço agora.
Tive sonhos super freudianos. Tive TPM´s esquizofrênicas! Tive que começar tudo outra vez. Tive ódio (Ai, que ódio!)! Odiei porque eu também me permito amar. Mas há aqueles que se permitem, sem me odiar, não me amar.
2005 eu conheci meu amigo Jean! E isso foi marcante sim. Porque, a não ser Marina, minha tão grande amiga, nunca foi tão bom ver alguém me chamando de ¿Pablito¿. Mas a voz da minha amiga eu conheço. A do Jean ainda não. Uma das metas de 2006. Pouco a pouco as coisas vão surgindo. Não gosto de traçar metas, elas se fazem e pedem.
2005. É, 2005.
Nada do que eu esperava. Nada mesmo. Mas foi bom. Foi muito bom. Porque eu pude amar. E amar, convenhamos, é sempre muito marcante.
Pablo Diassi é escritor e eu o conheci pelo Orkut.
Correspondências
22/11/05
Querido, acredito que passei da conta.... eu ficaria super contente se o texto saísse por inteiro lá no seu blog, mas se não der você fique a vontade para podá-lo. Um beijo enorme e thanks pelo convite.
23/11/05
Cara, o que posso dizer? Marcante...
E não será podada...Eu nunca podaria meu Pablito predileto.
Beijos.
23/11/05
Ei! Vc é sempre tão fofo... mas eu consigo imaginar vc super serio tomando decisoes super drasticas!
Cara... reli seu scrap onde vc trata da cronica e desconfiel da minha má interpretação, devido ao meu intusiasmo meio fora de sí, que confirmei depois de visitar seu blog.
O que vc queria era, na verdade, que se falasse de um acontecimento de grande repercusão, ou, e enfim, um acontecimento que nao tivesse ligações tão corriqueiras e tão pessoais como tudo que eu falo na meu texto, não é?
Acho que sim...
Então me diga o que é de fato... e eu refaço com maior prazer. Até porque vc ficou conhecendo mais de mim. Tava na hora de nós trocarmos um emailzinho assim... Não será trabalho algum.
bjo.
Resposta deste blogueiro:
Pablo, sua retrospectiva deu um ar poético ao blog e me deixa muito feliz ter esta contribuição.
Espero que em 2006 possamos estreitar ainda mais esses laços.
Imagem
...e muita paz para todos nós.
(Imagem publicada no post Pássaro Contra a Vidraça de 10 de Abril de 2005
posted by PARRIOT PB |
2:08 PM
Quinta-feira, Dezembro 08, 2005
Esqueça as Regras e Comente:
Retrospectiva do dia:AINDA EM BUSCA DO CAMINHO DE CASA...
O mês de Abril foi um período de sentimentos estranhos e angústias. Acredito que todos passamos pelo período que chamam de "inferno astral", aquele período em que vamos redescobrindo coisas nossas, passar por crises e nos prepararmos para o progresso. Acredito realmente nisto.
Estive perdido (e acho que ainda estou - e me pergunto: quem não está?). Foi um mês interessante, pois assisti Cold Mountain cujo cartaz fala exatamente disto: "Find you way home". E isto me tocou muito. Acredito que estamos procurando nosso caminho de casa. Eu, ao menos, estou procurando até hoje. Querendo me descobrir, achar qual é o meu lugar. É extremamente angustiante.
Então, no post do dia 10 de Abril, Pássaro Contra a Vidraça me lembrei de uma história interessante:
A janela do meu quarto dá pra rua onde moro, nessa rua existe um ponto de táxi. Uma vez acordei pela manhã ouvindo os taxistas conversando coisas como : "vai morrer" "nossa senhora".. coisas do gênero. Obviamente eu quis saber o que estava acontecendo, fiquei prestando atenção na conversa. Então, eu percebi que era uma pomba que havia ficado presa nas fiações do edifício ao lado do meu.
Fiquei observando o desenrolar da história e confesso que bastante apreensivo, assim como alguns que pararam na rua para ver o caso. A rua parou. Com uma vassoura, um dos taxistas entrou no prédio e soltou a pomba dos fios, mas ela caiu ao chão. Todos pensaram que ela estava morta, mas apenas tonta. O taxista a pegou, fez um carinho e a soltou... Acho que sobreviveu.
Então pensando nessa história, lembrei-me ontem de um livro que li na sétima série chamado Pássaro contra a Vidraça. É um livro interessante que fala de um jovem viciado que no meio da noite liga para um número qualquer e conta sua história para uma mulher que atende. É um livro belíssimo e sensível. E no final, há um trecho em que se fala de um beija-flor que observa sua imagem na vidraça e que se olhasse além da ilusão veria um enorme caminho pra seguir.
Às vezes me sinto contra a vidraça, "vidrado" numa ilusão, sem perceber que há um percurso e possibilidades bem maiores do que as que vejo. 25 anos é tão difícil. E estou chegando a essa idade com medo de perder o que eu prezava em mim: minha capacidade de sonhar, de me divertir com pequenas coisas. Solidão resolve? Talvez não. Mesmo que eu goste de ficar sozinho com minhas coisas às vezes. Mas não resolve. Mas acredito que a solidão seja um vício e se não tomarmos cuidado criamos situações para nos tornarmos sós, e eu não quero isso pra mim.
Continuo não querendo. Mas continuo me sentindo contra a vidraça.
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4:04 PM
Terça-feira, Dezembro 06, 2005
Esqueça as Regras e Comente:
Contribuição do dia: Colagem da "Mariposa Apaixonada de Guadalupe"
Resposta deste blogueiro:
Segundona (no bom sentido)! "Mariposa", sua colagem ficou muito legal. E foi uma ótima forma de retrospectiva deste seu 2005.
Acredito que amar é algo importante e que precisamos aprender a cultivar, mas também precisamos observar os sinais para não ficarmos perdidos pelo caminho.
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2:57 PM
Segunda-feira, Dezembro 05, 2005
Esqueça as Regras e Comente:
Retrospectiva do dia: VIVA E (ME) DEIXE VIVER...
O mês de Março foi um período importante pra mim. Fui pela primeira vez ao Rio de Janeiro. De quebra ainda passei por Angra dos Reis, onde meu pai estava morando na ocasião. E me vi apaixonado pela cidade.
No post de 10 de março O Rio de Janeiro realmente é lindo, eu escrevi:
Depois dessa viagem, percebi o quanto o mundo gira enquanto ficamos esperando as coisas acontecerem. Marina tem uma frase na música "Na Minha Mão" que diz "o mundo gira devagar e eu à frente dele a mil." Pois me senti exatamente o contrário. Eu devagar e o mundo a mil. E confesso: não me senti bem com isso.
Há algum tempo venho me sentindo apertado em Belo Horizonte, sem muito lugar pra onde correr. (...)Porque é uma insatisfação, um não-sei-o-que de impaciência e inadequação. Gosto de coisas correntes e sinto que aqui nada corre, tenho a impressão de que aqui as coisas caminham a passos lentos e sem vontade.
Ainda me sinto dessa forma e não sei o que exatamente acontece comigo que me prende, me tira forças, energia.
No post de 27 de março Onde foi que eu errei?, disse:
Na verdade, não sei se é uma pergunta ou se estou realmente pensando se errei de verdade. Será que errei nas escolhas que fiz? Ou será que na verdade se trata de um grande jogo do universo pra que eu chegue em algum lugar mais importante, algo como os espiritualistas chamam de "missão na Terra"?
Ainda não sei dizer, mas algo tem que ser revisto na minha vida e ainda não consegui identificar o que é. O que sei é que possuo uma energia tão grande dentro de mim que não sai. Uma vontade louca de fazer um porção de coisas e que deixo de fazer porque é tanta vontade que não sei ao certo o que é.
Estou me sentindo angustiado, sem saber direito como agir, pra que agir. A verdade é que tenho mais incertezas e fico na dúvida se isto é da idade ou do meu temperamento.Será que sou viciado nisso? Em incertezas?
Começo a me perguntar novamente sobre as verdades. Será que realmente existe alguém digno de total confiança? Acredito que não. Cada um possui um mar de mistérios.
Pois foi num livro de teoria do Direito que li: "Verdadeira não é uma afirmação que corresponde a um objeto ou a uma relação real, mas uma afirmação considerada válida num processo de argumentação discursiva. A verdade não tem que ver com conteúdos, e sim com procedimentos: aqueles que permitem estabelecer um consenso fundado" - Sérgio Paulo Rouanet e Bárbara Feitag.
Então me tocou em algum ponto porque acho que a verdade é isso... E a mentira também... Uma vez, ainda criança, li uma frase que dizia "A mentira é a verdade que se esqueceu de acontecer". Então se é tudo uma questão de ponto de vista, não dá pra sermos moralistas demais a ponto de achar que nossa verdade é melhor do que a do outro... Cada um com suas razões... Mas mesmo assim, acho improvável que alguém realmente siga isso à risca.
Cada um possui em sua alma um mar profundo e escuro em que se escondem navios naufragados, esqueletos de piratas mortos, mas também muitos tesouros para serem descobertos. Ou se acredita nesses tesouros ou se acredita apenas nos esqueletos. E a escolha no que se acredita é decisiva: pode-se desistir ou investir nessa busca. (Post A Verdade 30/03/05).
Estou em busca de descobrir essas coisas. Alguém pode me ajudar?
Imagem
The Golden Gate Bridge in Fog, foto de Ressmeyer
Porque estamos todos numa ponte... Por um fio...
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4:00 PM
Domingo, Dezembro 04, 2005
Esqueça as Regras e Comente:
Contribuição do dia: 2005 por Rafaella Silva.
2005. Um número ímpar, todo ímpar e eu nunca gostei de nada ímpar. Só.
Então pensei, não estou fazendo faculdade, não fiz ainda novos amigos, continuo trabalhando naquele lugar feio. Não havia muitas perspectivas de um ano bom pela frente.
E tenho sim essa mania de ser um pouco negativa quanto a muitas coisas.
Mas foi sim um ano bom. Acho que aprendi algumas coisas que eu ainda não sabia e precisava saber.
São coisas poucas e eu odiei quando falei sobre isso com um amigo e ele riu.
Eu aprendi a ser mais humana sabe?
Eu não rio quando alguém tropeça e cai, e olha que eu era a primeira a dar risada.
Tenho dó das crianças que passam fome, dos animais que são maltratados, dos velhinhos que são obrigados a trabalhar para se manter vivos.
Por outro lado, eu acabei fazendo uma nova amiga, enquanto me afastei um pouco dos meus antigos amigos, e lamento quando sinto que eles se afastaram primeiro.
- se quero mudar isso?
- ah... Com certeza, amigo não se abandona assim.
E descobri que eu não preciso querer sempre pouco. Preciso mesmo é aprender a querer.
Não encontrei nesse ano inteiro ninguém que fosse ser pra mim, um bom namorado.
Por outro lado me ¿encantei¿ por muitos outros.
E de longe mesmo, fui feliz com isso.
Tentei vestibular, e não passei, me senti a pior das criaturas porque sei que esperavam que eu fosse conseguir.
- se vou tentar de novo?
- vou sim, mas desta vez, que ninguém saiba, não quero que criem expectativas.
Vou comprar uma agenda, aquela que eu juro não ser um diário e vou escrever nela o ano que vem inteiro.
Não sei se já comentei sobre isso com você, mas quero muito reler todas essas minhas crises de hoje, e hão de ser em folhas amareladas...
E prometi a mim mesma não fazer promessas para o ano que vem.
¿Promessas que amarram demais, arrebentam sozinhas¿.
Vou desejar a paz pra mim, minha família e amigos em todos os dias de suas vidas. E como não posso deixar de comentar, percebi Deus mais presente em minha vida este ano. Bem mais.
2.006 é par não é?
Então pra finalizar digo também que uma das coisas que mais me trouxe alegrias esse ano foram as minhas amizades virtuais, receber comentários ou scraps carinhosos no Orkut já faz de mim uma pessoa alegre por demais.
E você é uma delas, uma pessoa que parece que já conheço há tempos...
Texto do dia:
Poesia para o amanhã
Rafaella Silva
Porque virão flores.
E mais estações.
Porque a chuva vai nos fazer dançar de novo.
E a lua vai espiar...
O movimento, do mar.
Porque este ano promete luarais.
Promete rima, promete rimar.
Ri... Mar.
Porque é chegado o começo.
É chegada a hora de sonhar
Resposta deste blogueiro:
Rafa, você foi a primeira a enviar sua retrospectiva. Sim, é em francês que se deve pronunciar o "Parriot". Algumas pessoas confundem com o termo inglês "Parrot" que significa "papagaio". Mas acho ruim. Papagaio só repete e não quero pecar pela falta de originalidade (nem pelo excesso, às vezes ser igual é legal).
posted by PARRIOT PB |
1:32 AM
Quinta-feira, Dezembro 01, 2005
Esqueça as Regras e Comente:
Retrospectiva do diaSONHEI COM VOCÊ MAS NÃO VI SEU ROSTO*
O mês de fevereiro foi realmente especial para mim. Fiz uma viagem ótima para a Serra do Cipó no Carnaval com meu namorado, caminhadas, foi realmente interessante.
Mas foi um período difícil também. Um período em que eu estava perdido, sem saber o que realmente poderia fazer. Um período em que passei a questionar meus sonhos. E sonhar é algo que me é caro.
Na ocasião, eu escrevi no episódio Meu Sorriso de Mona Lisa: Acho que em algum momento do caminho eu me perdi. Me perdi em meus próprios sonhos e fiquei literalmente entre eles e a vida. Entre a vida e os sonhos. Mas sinto que em algum outro momento, essa necessidade de que eles se realizem voltou a martelar em minha cabeça e me sinto numa terrível encruzilhada. Como sonhar e tornar tais sonhos reais sem perder a noção da realidade? Não sei se devo acreditar no que sonho ou naqueles que me pedem pra ser real o tempo todo.
Estava me sentindo preso e foi por este motivo que transcrevi o seguinte poema de Antônio Cícero:
Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la
Em cofre não se guarda nada
Em cofre, perde-se a coisa vista.
Hoje fico pensando nessa questão de sonhar e tornar sonhos realidade e percebo que todos nós somos um pouco assim. Alguns em menor ou maior grau. Outros não se amarguram por não conseguirem realizar os seus, alguns se ressentem por toda a vida e morrem infelizes.
Perder a capacidade de sonhar é perder o dom de ter esperanças e perdê-la é esquecer de viver, é sobreviver.
E quantas pessoas não sobrevivem mundo afora... Mais do que imaginamos.
Imagem
Imagem postada em 27/02.
Audrey Hepburn no filme My Fair Lady. Um filme divino. Uma de suas músicas fizeram parte da trilha sonora do blog.
E que podemos escutar como Retrospectiva.
Foi notícia do dia 27/02
Com a proximidade do final de "Senhora do Destino", novela que chegou a prejudicar o faturamento nas salas de cinema brasileiras no período de férias por conta de sua alta audiência, o jornal "Estado de Minas" realizou reportagem sobre o autor. Na ocasião, Aguinaldo Silva prometia não haver final sangrento, com balas, perseguições como foi sua antecessora "Celebridade" de Gilberto Braga. E realmente foi assim. O final da novela foi divertido, leve, com cenas da grande vilã comendo arroz com feijão numa marmita disfarçada de Sem Terra no Nordeste.
*Título emprestado da música Alguma Prova de Marina Lima.
posted by PARRIOT PB |
5:08 PM
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