Segunda-feira, Maio 30, 2005
Esqueça as Regras e Comente:
Que seja feito o amor.
posted by PARRIOT PB |
12:20 AM
Domingo, Maio 29, 2005
Esqueça as Regras e Comente:
Em mim não habita o deserto que há em ti
Minha alma é um oásis de luz
Você constrói sua jaula
E nela quer ficar.
Cuidado...
Eu faço o que acho que deve ser feito
Na hora certa
- Tem diferença entre paixão e projeção?
Será que terei de me tornar um insensível
Só pra suprir a demanda do mercado atual?
Quanto mais eu me acho
Mais eu me perco
Mas que os tambores batam
Que tudo se acenda forte.
Texto de João Caetano.
Meu nome não digo
Sabe-se lá o que traz de verdade um nome.
Tenho 25 anos.
Hoje faço um ano de namoro...
...Pela primeira vez.
posted by PARRIOT PB |
11:53 PM
Sábado, Maio 21, 2005
Esqueça as Regras e Comente:
Nada cai do céu
Nem cairá
Tudo que é meu
Eu fui buscar
posted by PARRIOT PB |
4:52 PM
Episódio de hoje: NÃO QUERO DESPERDIÇAR A MINHA VIDA
ou INDAGAÇÕES DE POR QUE EU FAÇO TEATRO...
Às vezes vem à minha cabeça a imagem de uma mulher. E eu teimo comigo mesmo que essa mulher e a cena na qual ela aparece faz parte de um filme, certamente europeu, mais precisamente francês.
A imagem dessa mulher vem numa cena, engraçada e instigante pra mim. É a cena de uma mulher bonita que se sente bonita. Ela tem os cabelos longos, óculos de sol anos 60/70 e uma pele meio sardenta. Ela é quase ruiva. Ela aparece no filme (pois eu ainda vou descobrir que filme é esse), com uma música ao fundo e enquadramentos que muito lembram enquadramentos de fotos de modelos.
Essa imagem é muito forte na minha cabeça.
e ontem...
Ontem fui a uma peça de teatro que por acaso se chama Não desperdice sua única vida. Eles contam histórias de pessoas comuns e incomuns, de situações que vivemos ou que simplesmente vemos. Algumas tão inusitadas que poderiam ser reais. E então chega um momento.Eu faço teatro porque... Senti vontade de chorar. E então, por que eu faço teatro? Por que eu coloquei na minha cabeça que não é psicólogo o que quero ser e sim ator. Que energia é essa? Que coisa é essa que eu não consigo entender?
Eu sempre me achei sem graça. Quando criança desejava ser um pop-star, mas sempre me achei sem-graça e sempre fiz uma força danada pra transparecer exatamente o extremo contrário. Eu faço teatro por quê?
Acho que faço teatro pra fazer o diferente ficar igual. Não igual de trivial, mas igual de normal. Eu sempre quis que as pessoas vissem as coisas pelos olhos que eu vejo. Eu poderia ser fotógrafo. Mas é ator que quero ser. Por quê?
Sempre quis que as pessoas entendessem e até por vezes concordassem com as minhas idéias. Eu deveria ser professor (sou um pouco), mas o que quero mesmo é ser ator.
E estou com 25 anos e ainda não me sinto ator. Porque sou um ator sem personagem. Talvez porque eu queira ser bom demais e ser bom demais deve começar por ser pequeno. Sempre temi a mediocridade, o desprezo.
Mas quero ser ator. Por quê?
Imagem do dia
Paulo Autran
Texto do dia
Esse texto é meu e está na minha apresentaçao pessoal do Orkut.
Sou um cara bem tranqüilo, sem grandes sobressaltos, mas quando saio do sério ninguém me segura, talvez porque isso demore um bocado. Gosto de amigos, dos meus amigos e dos amigos dos outros, dos amigos que posso manter e daqueles que estão longe. Gosto de literatura e boa música, gosto de arte, mas não tenho paciência com intelectualóides. Não gosto de Godard, nem das redundâncias abserviais que nos asserberam. Gosto de conversar sobre coisas simples, coisas complicadas não existem para serem explicadas, então deixa pra lá. Discutir não é o meu esporte favorito, e aí mora o meu lado fútil. Se quiser falar de novela ou de cinema é comigo mesmo. É só não começar a explicar demais o que não tem explicação. Deixa rolar...Não sou de esquerda, odeio PT, PCB, PCdoB e coisas que falem de proletariado e de classe operária. Acredito que cada um tem seu espaço no mundo, então trabalhe de forma produtiva para alcançá-lo. Não tenho pena de ninguém. Acho que todo mundo colhe aquilo que planta, de bom e de ruim. Podem me chamar de fútil. Diria apenas que sou um observador do mundo ao meu redor, eu o contemplo, simplesmente. Gosto de ver a forma com que as pessoas sorriem. Gosto de ver seus gestos ao pegar uma flor, gosto de ver minha mãe fazendo bordado em frente à TV e seu jeito de erguer os olhos de vez em quando pra ver o que se passa na novela. Gosto do sorriso do meu pai, franco e aberto. Gosto quando alguém me abraça, gosto de cumprimentar meus amigos com um selinho na boca, gosto quando eles retribuem meu gesto e percebem ali uma prova de amor. Gosto do sorriso nos olhos dos cães e da arrogância dos gatos. Acho bonito uma criança que conversa sozinha, porque sei que ela, assim como todos nós, conversará sozinha até o dia de sua velhice. Gosto de ver o prazer nos olhos de meu namorado e de ser cuidado.
Prefiro que me amem ou me odeiem, indiferença dói, mas sei que nem sempre é possível evitar. Gosto de ser amigo dos meus namorados e dos ex-namorados também. Acredito que cada pessoa tem algo a dar e a receber também.
Gosto de escrever e de descrever o que sinto, mas falar não. Falar do que sinto é complicado. Sinto saudades, uma fome de sentir na pele o toque das pessoas. Mas nem sempre gosto desse toque. Às vezes incomoda.
Sou assim e quem quiser que me aceite com minhas neuras, com meu jeito de viajar, com meu riso alto quando acho graça de alguma coisa.
posted by PARRIOT PB |
4:45 PM
Sexta-feira, Maio 20, 2005
Esqueça as Regras e Comente:
Episódio de hoje REGISTROS À MEIA VOZ*
Nem tudo o que quero ouso fazer. Acho que a vida é assim mesmo, um enorme cemitério de desejos enterrados.
Nem tudo o que ouso, tampouco escrevo. Às vezes me figuro nas minhas próprias linhas imaginárias tentando descobrir onde estou na verdade.
Foi meu aniversário e não fiz festa. Na verdade, não ousei fazer e isso me soa tão covarde que não ouso confessar. Digo apenas que estava sem clima. Na verdade eu estava com medo. Com medo de não ter todos os convidados que desejei. Na verdade, estava com medo de me descobrir não amado, não querido. São coisas que minha analista não sabe mais, porque parei a análise. Parei porque tive medo de me perder (eu que já sou tão perdido).
Dizem que artistas não devem fazer análise e não ousei fazê-lo. A arte é o resultado das nossas insatisfações e receios. E disso eu entendo bem.
E interessante coisas que acontecem. Meu aniversário no dia 25. No dia 26 faleceu o pai de uma grande amiga, um homem que eu considerava como avô. Acho que ele era meio avô ou pai de todos que o conheciam. Independente de tudo. No dia 25, no dia 26 e no dia 27 nasceram, morreram, comemoraram muitos aniversários.
A vida acontece meio assim. A gente nasce, morre ou comemora. Dia após dia.
Depressivo este post? Não acho. Acho ele bonito de se ler. De se pensar. Fui ao show da Ana Carolina outro dia e ela leu um poema e descobri que estou assim "uma lata vazia de molho".
Acho que estou assim como a música da Marina que diz:
Estou assim
Como o mar que não chega na areia
Estou assim
Com esse sangue estancado na veia
Até você me ligar
Estou assim
Como um mês que não passa do meio
Tão assim
Esperando esse amor que já veio
Até você se tocar
Fivelas, cremes, incensos
São tantos produtos
Tantas preocupações
E esses labirintos do meu coração
Mas eu sei que quero, amor
E o que você disser será aceito
Estou assim
Um talento por pouco perdido
Quase assim
Como um som que não quer ser ouvido
Até você me amar
Estou assim
Com esse cisco caído no olho
Tão assim
Uma lata vazia de molho
Até você me cansar
Cigarros, aspirinas, restos de perfume no frasco
Tantas saudades
Tantas indagações
Nesses labirintos do meu coração
Mas eu sei que quero amor
E o que você disser será aceito
Sei lá.
Texto do dia:
O Quase
Veríssimo
Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
Imagem do dia
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The Tree of Life - Gustav Klimt
* Título emprestado do álbum de 1996 - Marina Lima
posted by PARRIOT PB |
12:29 PM
Quarta-feira, Maio 11, 2005
Esqueça as Regras e Comente:
Na verdade, não estou sem inspiração.
Os dias é que estão me inspirando pouco.
posted by PARRIOT PB |
11:07 AM
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